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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Inflação

Antes de podermos analisar a evolução da inflação e a sua importância no país, é necessário percebermos o que significa inflação.

Inflação é o termo usado para designar um processo persistente e generalizado de aumento dos preços durante um dado período de tempo. Este aumento dos preços não se verifica só em alguns bens e serviços mas maioria deles.

Assim sendo, é bastante importante estabelecer um controlo apertado das taxas de inflação uma vez que estas taxas irão influenciar toda a economia do país.

As taxas de inflação verificam-se em vários pontos fulcrais, nomeadamente nos preços pagos pelos consumidores, nos preços pagos aos produtores e nos próprios salários, que são os preços da mão-de-obra.

A inflação é calculada através do Índice de Preços, nomeadamente o Índice de Preços no Consumidor (IPC). Contudo, há que estabelecer uma distinção entre Inflação, Índice de preços no consumidor e taxa de inflação.

Inflação é o aumento do nível geral dos preços, taxa de inflação é a taxa de variação do nível geral de preços, enquanto que Índice de Preços no Consumidor mede o custo de compra de um cabaz de bens em diferentes momentos.

O painel de produtos do IPC encontra-se neste momento organizado em doze classes de despesa:


- Alimentação e bebidas não alcoólicas

- Bebidas alcoólicas e tabaco

- Vestuário e calçado

- Habitação, Agua, Electricidade, Gás e outros Combustíveis (domésticos)

- Acessórios, Equipamentos domésticos, manutenção corrente da habitação

- Saúde

- Transportes

- Comunicações

- Lazer, Recreação e Cultura

- Educação

- Hotéis, Cafés e Restaurantes

- Outros Bens e Serviços.


Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?

Como já anteriormente foi referido, é necessário controlar a taxa de inflação do país para manter a sua estabilidade financeira e deste modo evitar a subida dos preços de uma forma exagerada e que não acompanha os salários.

A inflação provoca efeitos na economia nomeadamente sobre o valor da moeda que é necessário evitar pois pode levar a graves problemas económicos e conduzir o país a um estado de pobreza e crise profundos, com elevados índices de desemprego. O controlo da inflação propicia por isso o crescimento económico. No nosso pais, assim como em qualquer outro existe uma politica de controlo de inflação que consiste num Conjunto coerente de acções destinadas a manter o nível de preços a níveis aceitáveis, através do aumento de impostos, limitação do aumento dos salários ou o controle da massa monetária em circulação. A inflação reflecte-se também directa e imediatamente no poder de compra das pessoas, pois o aumento generalizado dos preços que não acompanha os salários traduz-se numa menor capacidade de adquiri bens e serviços, ou seja, numa deterioração do seu poder de compra.

Taxa de Variação média anual (2000-2006)

(fonte Banco de Portugal)

2000

A taxa de inflação fixou-se nos 2.9%.

No ano 2000, todas os sectores contribuíram para uma evolução positiva com excepção das comunicações que registaram um valor negativo (-4.8%).


Destacam-se:

A Educação – 5.0%

Os Transportes – 4.8%

Bens e Serviços Diversos -4.3%

Hotéis Cafés e restaurantes -3.6%

Verificou-se uma evolução relativamente ao ano anterior nomeadamente através da diminuição de contributos negativos.

2001

A taxa de Inflação fixou-se nos 4.4%.

Em 2001, as comunicações continuam a ser o único sector que contribui negativamente para a evolução da economia, desta vez com 4.8%.

De forma positiva destacam-se:


Os Produtos Alimentares e Bebidas não Alcoólicas - 6.5%

Bens e Serviços diversos -5.5%

A Educação – 5.2%

Transportes – 4.8%


2002

A taxa de Inflação fixou-se nos 3.6%.

Em 2002 não se verificaram valores negativos. Pela primeira vez, a s comunicações registaram um valor positivo (0.8%).

Os que mais se destacaram foram:

Lazer, recreação e Cultura – 5.8%

Bens e Serviços diversos -5.8%

Hotéis, Cafés e Restaurantes – 5.7%

Transportes – 5.0%

2003

Em 2003, a inflação média anual, medida com base no Índice de Preços no Consumidor reduziu-se para 3.3%.

A descida da taxa de inflação em 2003 é explicada por factores de ordem interna e por um enquadramento internacional favorável à moderação de preços. Os salários, tanto do sector público como do sector privado, desaceleraram consideravelmente em 2003, num contexto de deterioração da situação no mercado de trabalho, contribuindo também para a redução da inflação portuguesa. A evolução dos preços dos bens importados continuou igualmente a favorecer a diminuição da inflação.

Parte desta redução resultou da dissipação de efeitos de base, como os decorrentes da conversão de preços de escudos em euros, no início de 2002, e do aumento de 17 para 19% da taxa normal do IVA em meados de 2002. Em sentido contrário, contudo, verificou-se uma aceleração dos preços dos energéticos até ao final do primeiro trimestre e um forte aumento da taxa de variação dos preços dos produtos alimentares não transformados no decurso dos três primeiros trimestres do ano.


2004




A inflação, medida pela taxa de variação média anual do Índice de Preços no Consumidor(IPC), situou-se em 2.4%. A redução da inflação média reflectiu, no entanto, a forte desaceleração dos preços observada ao longo de 2003, num contexto de contracção da procura interna, abrandamento significativo dos salários e acentuada apreciação do euro.

A interrupção do perfil descendente da taxa de inflação reflectiu a aceleração da procura interna e o maior aumento salarial, que contribuíram para a manutenção de elevados crescimentos dos preços no sector dos serviços. Em contraste, os preços dos bens mantiveram taxas de crescimento reduzidas ao longo de 2004. A redução dos preços relativos de importação de bens de consumo nos últimos anos, associada ao aumento da taxa de penetração real das importações, contribuiu para conter as pressões sobre os preços dos bens, apesar do forte aumento do preço internacional do petróleo.

Os preços dos bens industriais não energéticos registaram ao longo do ano crescimentos muito reduzidos, aumentando em média 0.8% . Em contraste, os preços dos serviços continuaram a apresentar taxas de crescimento elevadas, que resultaram num aumento médio de 3.8%.

O diferencial de inflação nos bens foi praticamente nulo ao longo do ano, tendo mesmo apresentado valores negativos em alguns meses. Este facto resultou, em parte, da evolução dos preços da classe “vestuário e calçado”, muito influenciados por um significativo efeito de saldos e promoções nos meses de Verão

2005

O aumento considerável do preço internacional do petróleo teve como consequência directa a aceleração dos preços dos bens energéticos, que foi comum a todos os países da área do euro, situando-se a taxa de variação média anual desta componente em 10 por cento. Apesar do crescimento muito significativo dos preços dos bens energéticos, a inflação tem-se mantido razoável.

2006

A inflação registou um aumento em termos médios anuais superior ao previsto no início do ano. Medida pela variação do IHPC, a inflação média aumentou de 2.1 para 3.0 por cento em 2006, invertendo assim a tendência decrescente que vinha apresentando desde 2001. Os preços registaram contudo uma desaceleração significativa entre o primeiro e o segundo semestres, tendo a inflação atingido níveis próximos de 2.5 por cento no final do ano. O aumento da taxa média de inflação reflecte o impacto sobre os preços no consumidor do aumento de impostos indirectos e da aceleração dos preços de importação de produtos não energéticos, bem como o comportamento desfavorável dos preços dos bens alimentares não transformados, tradicionalmente muito voláteis.

2007


Janeiro

Em Janeiro, a taxa de variação homóloga aumentou para 2,6%, uma décima superior ao valor observado no mês anterior.

Excluindo os produtos energéticos, a taxa de variação do IPC total ter-se-ia igualmente situado em 2,6%, valor justificado pelon comportamento dos produtos alimentares não transformados, em particular pelos produtos hortícolas

A classe dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foi a que apresentou a contribuição mais significativa para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 30% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Fevereiro

Em Fevereiro, a taxa de variação homóloga diminuiu para 2,4%, duas décimas inferior ao valor observado no mês anterior.

A classe dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foi a que apresentou a contribuição mais significativa para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 28% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações.

As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Março

Em Março, a taxa de variação homóloga diminuiu para 2,3%, uma décima inferior ao valor observado no mês anterior.

A classe dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foi a que apresentou a contribuição mais significativa para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 24% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Abril

Em Abril, a taxa de variação homóloga aumentou para 2,7%, quatro décimas superior ao valor observado no mês anterior.

As classes dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e da Saúde foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 42% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Maio

Em Maio, a taxa de variação homóloga diminuiu para 2,4%, três décimas inferior ao valor observado no mês anterior.

As classes dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e da Saúde foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 51% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Junho

Em Junho, a taxa de variação homóloga foi mais uma vez 2,4%.

A Saúde e a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 34% da variação registada pelo IPC.

Registaram-se contribuições negativas ao nível das Comunicações e do Lazer, recreação e cultura. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga

Julho

Em Julho, a taxa de variação homóloga situou-se nos 2.4%

A Saúde e a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 34% da variação registada pelo IPC.

Registaram-se contribuições negativas ao nível das Comunicações e do Lazer, recreação e cultura. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Agosto

Em Agosto, a taxa de variação homóloga situou-se em 2,1%, três décimas inferior ao mês anterior.

As classes Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 36,6% da variação registada pelo IPC.

Registaram-se contribuições negativas ao nível das Comunicações, dos Transportes e do Lazer, recreação e cultura, sendo esta última praticamente nula. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Setembro

Em Setembro, a taxa de variação homóloga situou-se em 2,1%, valor idêntico ao do mês anterior.

A Saúde, a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 52,4% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.


Outubro

A taxa de variação homóloga situa-se nos 2.6%.

Os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e os Transportes foram as classes que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 35% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

Novembro

Em Novembro a taxa de variação homóloga situou-se nos 2.8%.

Os Transportes, os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis foram as classes que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 53,1% da variação registada pelo IPC.

A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga.

A solução para acabar com a inflação é a estabilidade de preços.


A estabilidade dos preços é uma premissa e não uma alternativa ao crescimento. A inflação, com efeito, cria uma instabilidade adicional que afecta negativamente as relações económicas: níveis de inflação elevados e maior imprevisibilidade no ritmo de variação dos preços contribuem para distorcer o mecanismo de preços e o sistema de incentivos que estão na base do modelo de economia de mercado em que vivemos. E, como são escassos os recursos, obter com eles mais riqueza é preferível a obter menos.

Estabelecer o nível das taxas de juro, acompanhar factores como crescimento económico e preços do petróleo e prestar atenção a quantidade de dinheiro em circulação são algumas das medidas que o Banco Central Europeu tem que ter em consideração para atingir a estabilidade de preços.

Só assim estarão criadas as condições necessárias para que se verifiquem aumentos de competitividade reais e não artificiais - baseados, portanto, em ganhos de produtividade e em melhorias de qualidade - e, por via disso, crescimento e convergência real com os países mais ricos.





Elsa Silva

Pedro Andrade


Desemprego

Desemprego cresce com mais gente disponível para trabalhar

"A economia portuguesa continua a mostrar-se incapaz de dar resposta ao aumento da população activa(...)"

"No terceiro trimestre deste ano, o número de empregados cresceu 0.3% em termos homólogos, menos do que a população activa, que aumentou 0.7%. Resultado: o número de desempregados subiu 6.5% para 444,4 mil(...) No total, são mais 27 mil desempregados do que em igual período do ano passado."


DN, 17 de Novembro de 2007


Para uma melhor compreensão de alguns aspectos referentes a esta notícia é necessário esclarecer alguns aspectos relevantes sobre o desemprego.
É utilizado o termo "população activa".
Mas qual é a diferença entre população activa e população inactiva?

População activa é o conjunto ou universo de pessoas que, num período de referência, está disponível para trabalhar. neste grupo incluímos os empregados e também os desempregados.

Assim sendo, podemos afirmar que a população inactiva abrange o conjunto de pessoas que num período de referência não está empregada nem desempregada, não podendo ser considerados por isso economicamente activos.

E quanto a conceitos como "empregados" e "desempregados"? Será que estamos realmente elucidados quanto à sua verdadeira definição?
Ora vejamos:

Uma pessoa diz-se desempregada se num período de referência verificar simultaneamente as seguintes condições:



  • não possuir emprego;

  • procurar activamente emprego;

  • estiver apta e disponível para trabalhar imediatamente;
Por sua vez, uma pessoa diz-se empregada quando:



  • efectuou trabalho durante pelo menos uma hora consoante pagamento de uma remuneração;

  • tem um emprego;

Relativamente à evolução das taxas de actividade ( percentagem de pessoas que tem e procura emprego) e de desemprego ( percentagem de pessoas que procura e não consegue emprego), em Portugal nos últimos anos, ambas têm registado um aumento significativo.
De salientar que as pessoas empregadas também suportam os custos do desemprego, directa e indirectamente, porque a taxa de desemprego influencia o mercado de trabalho. Quando a taxa é elevada os sistemas de segurança social transferem mais recursos para as pessoas desempregadas (subsídios de desemprego) e além disso, uma maior taxa de desemprego implica uma maior taxa de criminalidade e uma maior nível de tensão social. para os que estão empregados, os recursos disponíveis são menores e o trabalho aumenta significativamente.
Actualmente a taxa de desemprego em Portugal ronda os 7,9%! Ou seja, das 5644,7 mil pessoas activas, 444,4 mil estão desempregadas!

Este aumento da taxa de actividade em Portugal nos últimos anos pode ser explicado pela maior adesão das mulheres ao mundo do trabalho.

Quanto ao aumento da taxa de desemprego, os despedimentos colectivos e encerramentos de várias fábricas são apenas dois dos factores que explicam este fenómeno. Não nos podemos esquecer também dos novos países membros da União Europeia que agora concorrem directamente com os produtos nacionais e com a livre circulação de bens, serviços e de mão-de-obra desses mesmos países muito mais baratos e que levam empresas à falência.


Perfil do desempregado




Quanto ao perfil das pessoas desempregadas em Portugal, podemos verificar através do quadro acima representado que o desemprego afecta maioritariamente as mulheres, indivíduos com mais de 45 anos e também indivíduos à procura do primeiro emprego. Respectivamente às áreas de emprego, a área dos "serviços" é a mais afectada pelo flagelo do desemprego.



Elsa Silva
Pedro Andrade



Evolução da Actividade Económica

Antes de ser possível analisar a evolução da actividade económica, é fundamental perceber o que significa actividade económica. A actividade económica de um pais é medida através do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, através do valor dos bens e serviços finais líquidos da sua componente importada produzidos num país.

*Valor previsto para o 3.º Trimestre de 2007, segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística)

Através do gráfico acima representado é possível verificar que no ano de 2000, o Produto Interno Bruto rondava os 3,9%. Em 2001, o PIB sofreu um ligeiro decréscimo, chegando aos 2%.

No ano seguinte, em 2002, o decréscimo é ainda mais acentuado, chegando apenas aos 0,8%. Em 2003, a variação chega a valores negativos, aos - 0,8%.

Esta tendência de variação decrescente sofre uma alteração em 2004, chegando a 1,5%, e diminuindo até aos 0,5% em 2005. Em 2006 a variação do PIB sofre um aumento até a 1,3%, chegando a 1,8% no 3º trimestre de 2007.

2003

As exportações têm um contributo nominal positivo de 0,7% em 2003, mais 0,3% que no ano precedente. Em volume, este é o agregado com melhor desempenho, acelerando a taxa de crescimento de 1,4% para 3,9%, o que representou 1,1% no crescimento do PIB. As importações mantêm um desempenho similar em ambos os anos, o que se traduziu num contributo de -0,3% para o PIB.


2004
As exportações registaram um crescimento ligeiramente superior ao de 2003, resultante da forte recuperação das exportações de serviços, uma vez que as exportações de mercadorias desaceleraram de forma acentuada, apesar da aceleração da procura externa dirigida à economia portuguesa, o que se reflectiu em significativas perdas de quota de mercado.
A procura interna apresentou um crescimento de cerca de 2 por cento em 2004. As componentes da despesa mais sensíveis à fase do ciclo económico – como o investimento em equipamento e as despesas dos particulares em bens de consumo duradouro – registaram uma recuperação pronunciada. O elevado conteúdo importado destas componentes da despesa contribuiu para o acentuado aumento das importações – que apresentaram um crescimento real superior a 7 por cento – e traduziu-se num contributo negativo da procura externa líquida para o crescimento do PIB, apesar da ligeira aceleração das exportações.

2005

As exportações apresentaram uma forte desaceleração em 2005. Apesar de algum abrandamento, a procura externa dirigida à economia portuguesa manteve um ritmo forte de crescimento. Por outro lado, a margem de lucro do sector exportador nacional voltou a diminuir, reflectindo em grande parte o facto dos custos unitários do trabalho continuarem a crescer a um ritmo superior ao dos principais parceiros comerciais, num contexto em que os exportadores portugueses não têm capacidade para influenciar os preços nos mercados internacionais.


Após o forte crescimento em 2004, as importações de bens e serviços registaram uma desaceleração muito acentuada em 2005, sendo esta evolução consistente com o menor crescimento da procura global ponderada. De acordo com a informação disponível, a desaceleração verificada nas importações parece ter sido generalizada por tipo de bens. É de destacar, no entanto, a redução em termos nominais das compras ao exterior de veículos automóveis e outro material de transporte, bem como de produtos alimentares e de matérias têxteis. No sentido oposto, verificou-se uma aceleração do valor dos combustíveis importados, reflectindo essencialmente a forte subida do preço do petróleo nos mercados internacionais.

2006

A aceleração das vendas ao exterior nos primeiros oito meses do ano foi generalizada por tipo de produtos, com os bens intermédios e de equipamento a registarem crescimentos particularmente fortes. As exportações de combustíveis e de alguns minérios registaram um comportamento excepcionalmente favorável, que estará relacionado com estrangulamentos ao nível da capacidade de refinação de petróleo à escala mundial e com o aumento do preço internacional das matérias-primas. Merece igualmente registo a recuperação das exportações de material de transporte, após a queda registada em 2005.

Em contraste com o verificado nos dois anos anteriores, a forte aceleração das exportações de mercadorias e a evolução muito moderada das importações num contexto de virtual estagnação da procura interna traduziram-se num efeito-volume favorável, que permitiu a redução do défice da balança corrente em 2006.

2007

A procura interna apresentou um aumento de 1,8% em termos homólogos no 3º trimestre de 2007 (variação de 0,9% no período anterior).

O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB diminuiu, fixando-se em -0,1. no 3º trimestre de 2007 (0,8 no trimestre anterior).

Elsa Silva
Pedro Andrade

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Bem-vindos

Blogue criado no âmbito da disciplina de Introdução à Economia pelos alunos do curso de Ciências da Comunicação, Elsa Silva e Pedro Andrade da turma 2, do 2º ano.

:)