Antes de ser possível analisar a evolução da actividade económica, é fundamental perceber o que significa actividade económica. A actividade económica de um pais é medida através do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, através do valor dos bens e serviços finais líquidos da sua componente importada produzidos num país.
Através do gráfico acima representado é possível verificar que no ano de 2000, o Produto Interno Bruto rondava os 3,9%. Em 2001, o PIB sofreu um ligeiro decréscimo, chegando aos 2%.
No ano seguinte, em 2002, o decréscimo é ainda mais acentuado, chegando apenas aos 0,8%. Em 2003, a variação chega a valores negativos, aos - 0,8%.
Esta tendência de variação decrescente sofre uma alteração em 2004, chegando a 1,5%, e diminuindo até aos 0,5% em 2005. Em
2003
As exportações têm um contributo nominal positivo de 0,7% em 2003, mais 0,3% que no ano precedente. Em volume, este é o agregado com melhor desempenho, acelerando a taxa de crescimento de 1,4% para 3,9%, o que representou 1,1% no crescimento do PIB. As importações mantêm um desempenho similar em ambos os anos, o que se traduziu num contributo de -0,3% para o PIB.
2004
As exportações registaram um crescimento ligeiramente superior ao de 2003, resultante da forte recuperação das exportações de serviços, uma vez que as exportações de mercadorias desaceleraram de forma acentuada, apesar da aceleração da procura externa dirigida à economia portuguesa, o que se reflectiu em significativas perdas de quota de mercado.
A procura interna apresentou um crescimento de cerca de 2 por cento em 2004. As componentes da despesa mais sensíveis à fase do ciclo económico – como o investimento em equipamento e as despesas dos particulares em bens de consumo duradouro – registaram uma recuperação pronunciada. O elevado conteúdo importado destas componentes da despesa contribuiu para o acentuado aumento das importações – que apresentaram um crescimento real superior a 7 por cento – e traduziu-se num contributo negativo da procura externa líquida para o crescimento do PIB, apesar da ligeira aceleração das exportações.
2005
As exportações apresentaram uma forte desaceleração em 2005. Apesar de algum abrandamento, a procura externa dirigida à economia portuguesa manteve um ritmo forte de crescimento. Por outro lado, a margem de lucro do sector exportador nacional voltou a diminuir, reflectindo em grande parte o facto dos custos unitários do trabalho continuarem a crescer a um ritmo superior ao dos principais parceiros comerciais, num contexto em que os exportadores portugueses não têm capacidade para influenciar os preços nos mercados internacionais.
Após o forte crescimento em 2004, as importações de bens e serviços registaram uma desaceleração muito acentuada em 2005, sendo esta evolução consistente com o menor crescimento da procura global ponderada. De acordo com a informação disponível, a desaceleração verificada nas importações parece ter sido generalizada por tipo de bens. É de destacar, no entanto, a redução em termos nominais das compras ao exterior de veículos automóveis e outro material de transporte, bem como de produtos alimentares e de matérias têxteis. No sentido oposto, verificou-se uma aceleração do valor dos combustíveis importados, reflectindo essencialmente a forte subida do preço do petróleo nos mercados internacionais.
2006
A aceleração das vendas ao exterior nos primeiros oito meses do ano foi generalizada por tipo de produtos, com os bens intermédios e de equipamento a registarem crescimentos particularmente fortes. As exportações de combustíveis e de alguns minérios registaram um comportamento excepcionalmente favorável, que estará relacionado com estrangulamentos ao nível da capacidade de refinação de petróleo à escala mundial e com o aumento do preço internacional das matérias-primas. Merece igualmente registo a recuperação das exportações de material de transporte, após a queda registada em 2005.
Em contraste com o verificado nos dois anos anteriores, a forte aceleração das exportações de mercadorias e a evolução muito moderada das importações num contexto de virtual estagnação da procura interna traduziram-se num efeito-volume favorável, que permitiu a redução do défice da balança corrente em 2006.
2007
A procura interna apresentou um aumento de 1,8% em termos homólogos no 3º trimestre de 2007 (variação de 0,9% no período anterior).
O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB diminuiu, fixando-se em -0,1. no 3º trimestre de 2007 (0,8 no trimestre anterior).
Elsa Silva
Pedro Andrade

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